Passado o Carnaval, a máxima brasileira de que “o ano só começa depois da Quarta-feira de Cinzas” nunca foi tão real para a política nacional. Nesta quarta-feira (18), Brasília retoma o ritmo de trabalho, ainda que gradualmente, com o retorno de parlamentares e ministros às suas funções. O clima de festa dá lugar a uma agenda apertada e desafiadora para o Governo Federal, que precisa acelerar a votação de pautas econômicas cruciais antes que o calendário eleitoral de 2026 domine completamente as atenções.
Nos bastidores do Congresso, líderes partidários já articulam a definição das comissões permanentes na Câmara e no Senado, um passo fundamental para o andamento de projetos de lei que estavam parados desde o fim do ano passado. A prioridade do Palácio do Planalto é garantir a aprovação de medidas provisórias que vencem nas próximas semanas, especialmente aquelas ligadas à regulamentação fiscal e aos programas sociais. A oposição, por sua vez, promete endurecer o discurso, utilizando a tribuna para cobrar resultados e fiscalizar gastos públicos.

Para o cidadão comum, o retorno das atividades em Brasília sinaliza que decisões importantes sobre impostos, saúde e segurança pública voltarão ao noticiário diário. Analistas políticos alertam que o tempo é curto: a “janela de produtividade” legislativa deve durar apenas até junho, quando as campanhas estaduais e nacionais ganham as ruas. Portanto, as próximas semanas serão decisivas para definir o legado econômico deste ciclo político.


