Lula Werner: quando a arte traduz o tempo, a alma e as estações da vida

Há artistas que pintam quadros e há aqueles que pintam sensações, memórias e silêncios. Luiz Alberto Werner, o eterno Lula Werner, pertence a esse segundo grupo raro, sensível e necessário.
Com mais de quatro décadas dedicadas à arte, o pintor santa-cruzense construiu uma trajetória que não se limita a técnicas ou estilos. Sua obra atravessa o impressionismo, o abstrato, o realismo e o surrealismo como quem atravessa fases da própria vida com coragem, curiosidade e entrega.

Inspirado pela grandiosidade de Antonio Vivaldi, especialmente pela obra As Quatro Estações, Lula transforma som em cor, ritmo em textura e emoção em tela.
Sua nova exposição não é apenas um conjunto de obras é um convite. Um percurso sensorial onde o público é conduzido pelas estações da natureza e inevitavelmente, pelas suas próprias estações internas.
Primavera, verão, outono e inverno deixam de ser apenas fenômenos climáticos, tornam-se estados de espírito.



Para Lula Werner, a arte nunca foi apenas estética, é propósito.
“Eu me dedico a retratar e enaltecer o belo e o alegre, pois acredito que a arte tem uma influência muito grande no comportamento humano.”


Essa visão revela um artista que entende seu papel para além da tela. Ele não cria apenas para ser visto, cria para ser sentido, absorvido, vivido.
Cada pincelada carrega a intenção de despertar algo no outro, uma memória esquecida, um sentimento adormecido, uma nova forma de enxergar o mundo.



Lula começou cedo, aos 14 anos, já encontrava nas tintas uma forma de expressão. Desde então, sua caminhada foi marcada por exposições individuais e coletivas, sempre guiadas por autenticidade e evolução constante.

Recentemente, em Porto Alegre, o artista foi entrevistado pelo jornalista Nando Gross, onde compartilhou fragmentos de sua história, não apenas profissional, mas humana, histórias de persistência, inspiração e, principalmente, amor pela arte.
Sempre amparado pela família, Lula construiu não só uma carreira sólida, mas um legado afetivo que se reflete em cada obra.

Agora, um novo momento se desenha. Em Gramado, cidade conhecida por valorizar experiências sensoriais e culturais, Lula Werner prepara uma exposição especial, e talvez essa seja a síntese de tudo, um artista que, após mais de 40 anos, ainda se permite se reinventar e emocionar.


Lula Werner não pinta apenas o que vê, ele pinta o que o mundo sente e o que muitas vezes, esquecemos de sentir.

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