O zagueiro Éder Militão, do Real Madrid, falou abertamente nesta quarta-feira (8) sobre a fase mais difícil de sua carreira, marcada por duas lesões graves nos joelhos, que o deixaram fora dos gramados por cerca de 438 dias. Em entrevista coletiva enquanto se prepara para os amistosos da seleção brasileira contra a Coreia do Sul e o Japão, Militão relatou que chegou a considerar a aposentadoria durante esse período.
Lesões, recuperação e o impacto físico
As primeiras complicações aconteceram em 2023, quando Militão sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, exigindo cirurgia e uma longa recuperação — foram 214 dias longe das partidas. Já a segunda lesão ocorreu em 2024, no joelho direito, com outras 224 dias afastado dos gramados. Militão lembrou que essa segunda lesão afetou profundamente não só seu corpo, mas também sua mente. Ele disse que, “na segunda lesão, passaram muitas coisas pela minha cabeça. Pensei em parar de jogar bola, porque não é fácil.”

Apoio, fé e retorno
Mesmo diante da dor física e do risco de não voltar a atuar em alto nível, Militão creditou à família — especialmente sua esposa e sua filha —, aos companheiros de clube e ao suporte psicológico, o papel fundamental de convencê-lo de que valia a pena seguir e persistir. Ele também comentou que, na segunda vez, já tinha uma noção maior do que seria enfrentar esse processo de recuperação, o que ajudou a lidar melhor mentalmente com o período complicado.
O retorno à seleção é motivo de celebração. Militão disse com emoção que querer desistir foi um pensamento que o visitou, mas que ele acredita que superar essas provações fortalece não só o jogador, mas a pessoa.
Novos desafios e planejamento para seguir em alto nível

Agora, o jogador de 27 anos está focado em provar que está recuperado e apto a contribuir em campo. Ele sabe que a competição por posição na seleção brasileira é alta, especialmente para zagueiros, e que o técnico Carlo Ancelotti busca atletas que estejam 100% em preparo físico. Militão declarou que sua rotina de treinamento, fisioterapia e acompanhamento foi intensiva — cada progresso foi motivo de conquista pessoal.
Ele comentou que, apesar do medo e das incertezas, ele está motivado para retomar seu lugar tanto no Real Madrid quanto na seleção, pensando na Copa do Mundo de 2026 como meta.


