De Ametista do Sul para o Brasil, Adriana Giuliani prova que grandes sonhos também podem nascer longe dos grandes centros.
Aos 38 anos, Adriana Giuliani, aquariana, natural de Ametista do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, representa uma nova geração de mulheres que transformaram autenticidade, humor e histórias reais em uma poderosa conexão com o público.
Filha de agricultores, Adriana cresceu no interior, cercada pela simplicidade, pela família e pelas tradições, casada e mãe de três filhos, durante nove anos trabalhou como vendedora em uma loja de roupas, até que a pandemia mudou completamente os rumos de sua vida.
Foi nesse período que começou a gravar vídeos para se distrair e enfrentar uma fase delicada vivida durante a gravidez do filho caçula, o que começou como uma forma de aliviar os dias difíceis rapidamente ganhou outro significado.

Suas histórias engraçadas, muitas delas inspiradas nas experiências vividas ao lado das tias italianas, conquistaram o público, mas, por trás das risadas, existia uma mulher enfrentando grandes desafios.
Vieram os deboches, as críticas e momentos em que desistir parecia ser o caminho mais fácil, aos 44 dias de vida, seu filho precisou ser internado em uma UTI após ser diagnosticado com Covid, mais tarde, Adriana também enfrentou uma breve separação do marido, em meio a fofocas e julgamentos relacionados à sua nova profissão na internet.
Mesmo diante de tudo isso, ela continuou.
Segundo Adriana, uma força divina a fazia acreditar que deveria seguir em frente, dois anos depois do início da jornada digital, começaram os shows de humor. O hobby havia se transformado em profissão.
Hoje, com quatro anos de carreira, Adriana soma mais de 1 milhão de seguidores nas plataformas digitais, mais de 30 shows realizados e diversas campanhas publicitárias. Mais do que números, construiu uma comunidade que se identifica com sua maneira espontânea de contar histórias, sua personalidade e suas raízes.

DOS BASTIDORES PARA A TELEVISÃO NACIONAL
E parece que a história de Adriana está prestes a ganhar um novo capítulo, nos bastidores do mercado audiovisual, já se comenta a possibilidade de Adriana Giuliani ganhar um programa de televisão próprio, com alcance nacional.
Se o projeto se confirmar, Adriana poderá fazer história como uma das primeiras mulheres gaúchas vindas do interior a conquistar um espaço próprio na televisão para levar sua linguagem, seu humor e sua alegria para milhares de pessoas em todo o Brasil.
Mais do que chegar à televisão, a proposta representa algo maior: levar o interior para o centro dos holofotes nacionais.
A menina de Ametista do Sul, filha de agricultores, que começou gravando vídeos dentro de casa, pode agora transformar sua trajetória em uma história contada para todo o país, e talvez seja justamente essa simplicidade que faça de Adriana uma personagem tão especial.

UMA HISTÓRIA QUE AINDA ESTÁ SENDO ESCRITA
Quando acreditava já ter enfrentado os maiores desafios da carreira, Adriana viveu uma das perdas mais dolorosas de sua vida: há três meses, perdeu o pai, vítima de um infarto.
O golpe foi devastador.
Mas, novamente, ela encontrou forças na família, na fé e na vontade de continuar.
“Por ele e pela minha família”, é como resume a motivação para seguir sonhando, Adriana não esconde a dimensão de sua fé, ela se considera uma escolhida de Deus e acredita que os sonhos podem ultrapassar qualquer limite quando existe coragem para acreditar.
Sua história ainda está longe de terminar.
De Ametista do Sul para os palcos, dos vídeos caseiros para milhões de seguidores. Do interior para a possibilidade de uma televisão nacional.
Adriana Giuliani não está apenas levando humor para o Brasil. Está levando consigo as raízes, a força, a simplicidade e a alegria de uma mulher gaúcha que decidiu acreditar que era possível.



