Com a mudança das estações e as oscilações de temperatura, as unidades de saúde em todo o país têm registrado um aumento significativo na procura por atendimento. O cenário acende um alerta entre as autoridades sanitárias: é o momento crítico para a prevenção de doenças sazonais, especialmente as síndromes respiratórias como a gripe (Influenza) e, dependendo da região, arboviroses como a Dengue.
Médicos infectologistas reforçam que a “banalização” de sintomas leves pode ser perigosa. O que começa como um simples resfriado pode evoluir para quadros mais graves, como pneumonia, principalmente em grupos vulneráveis — crianças, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas. Por isso, a principal arma continua sendo a vacinação. Manter a carteira de vacinação atualizada é a estratégia mais eficaz para evitar hospitalizações e óbitos, além de criar uma barreira imunológica que protege toda a comunidade.

Além da imunização, medidas simples de higiene retomam seu protagonismo. A lavagem frequente das mãos, o uso de álcool em gel e a ventilação de ambientes fechados são hábitos que devem ser mantidos. No caso da Dengue e outras doenças transmitidas por mosquitos, a eliminação de focos de água parada dentro das residências é uma responsabilidade compartilhada que não pode ser negligenciada.
O sistema de saúde está se organizando para absorver a demanda, mas a colaboração da população é fundamental. A orientação é clara: em caso de sintomas persistentes ou febre alta, a busca por ajuda médica não deve ser adiada. A prevenção, contudo, continua sendo o melhor remédio para atravessar a sazonalidade com saúde e segurança.


