Em seu pronunciamento na Praça São Pedro nesta segunda-feira (12), o Papa Leão XIV voltou a demonstrar sua profunda preocupação com o agravamento das tensões geopolíticas globais. Durante a oração, o Pontífice mencionou especificamente as populações do Irã, da Síria e da Ucrânia, regiões que enfrentam crises humanitárias e conflitos que parecem distantes de uma solução pacífica neste início de 2026. O Papa apelou aos líderes mundiais para que abandonem a “retórica da força” e busquem a “coragem da negociação”.
Sobre o Irã e a Síria, o Santo Padre destacou o sofrimento dos civis que sofrem com as sanções e com a violência intermitente, pedindo que os corredores humanitários sejam respeitados e que a ajuda internacional chegue sem impedimentos. Em relação à Ucrânia, Leão XIV lamentou a persistência da guerra e a destruição de infraestruturas básicas que deixam milhares sem calefação em pleno inverno europeu. O Pontífice enfatizou que a paz não é apenas a ausência de guerra, mas a presença de justiça e o reconhecimento da dignidade humana acima de interesses territoriais.

A diplomacia do Vaticano, sob o comando de Leão XIV, tem tentado atuar como mediadora silenciosa em diversos desses conflitos. O apelo de hoje é visto como um esforço para reativar mesas de diálogo que foram paralisadas no final do ano passado. O Papa encerrou sua mensagem pedindo aos fiéis de todo o mundo que dediquem este mês a orações e atos de solidariedade para com os refugiados dessas regiões, reforçando o papel da Igreja como uma voz moral ativa em tempos de incerteza global e polarização política.


