O INSS iniciou uma nova fase para a concessão de benefícios e agora solicita biometria para todos os pedidos de aposentadoria e para quem busca o Benefício de Prestação Continuada. A medida integra um amplo processo de modernização e será aplicada gradualmente, sem qualquer risco de interrupção para quem já recebe pagamentos.
A atualização do sistema avança em etapas. A partir de maio de 2026 a exigência chegará a programas sociais como Bolsa Família, seguro desemprego, abono salarial, salário maternidade e auxílio por incapacidade. A cautela na expansão ocorre porque milhões de brasileiros ainda não possuem registro biométrico ativo.
Quem já recebe benefícios não precisa correr. O governo definiu que o cadastro será solicitado apenas no momento da revisão e este processo se estende até o fim de 2027. A principal base de identificação será a Carteira de Identidade Nacional que substituirá documentos antigos e unificará o banco biométrico do país. Enquanto a CIN não estiver acessível para toda a população será possível utilizar provisoriamente a CNH ou o título de eleitor.
A partir de 2028 a nova carteira passa a ser obrigatória tanto para concessões quanto para renovações de benefícios. Mesmo com as mudanças há grupos que permanecerão dispensados do cadastro biométrico. Estão isentos idosos acima de oitenta anos pessoas com dificuldade de locomoção moradores de locais remotos migrantes refugiados e brasileiros que vivem fora do país. Também ficam fora das novas regras até abril de 2026 os pedidos de salário maternidade pensão por morte e auxílio por incapacidade além das famílias do Bolsa Família já registradas no CadÚnico.
A implantação sinaliza um dos maiores avanços de segurança e rastreabilidade dos programas sociais brasileiros ao mesmo tempo em que promete reduzir fraudes preservar direitos e modernizar a relação do cidadão com os benefícios públicos.



