Em outubro, as verduras sofreram um reajuste de +2,08% segundo o Índice de Preços da CEAGESP a principal central de abastecimento do estado de São Paulo.
O aumento de preços está diretamente ligado às condições climáticas adversas: o calor intenso, chuvas e ventos prejudicaram a qualidade das hortaliças folhosas.
Essas plantas são particularmente sensíveis, e os produtores relatam dificuldades para manter a produção com padrão exigido para comercialização.
Principais altas
Dentre os 39 itens monitorados pelo índice, alguns vegetais registraram aumentos expressivos:
- Rúcula hidropônica: +31,88%
- Acelga: +28,39%
- Nabo: +24,30%
- Rabanete: +18,23%
- Couve-manteiga: +16,98%
Em termos de volume, por exemplo, a rúcula hidropônica registrou apenas um acréscimo de 5,8% na oferta, mas o impacto negativo da umidade nas estufas descrito por produtores como efeito de “sauna” foi decisivo para a alta de preços.
Já a acelga fechou o mês em R$ 27,32 por engradado, enquanto a couve manteiga ficou em R$ 25,06, segundo a CEAGESP.
O nabo foi cotado a R$ 12,98/maço e o rabanete, a R$ 2,81/maço.

Diminuição de oferta e riscos sanitários
Para manter a produtividade, alguns produtores optaram por antecipar a colheita, o que pode comprometer a qualidade dos vegetais e aumentar o risco de perdas por doenças.
Além disso, a queda na oferta em meses anteriores levou a uma menor reposição de certas hortaliças, penalizando itens de ciclo curto, como o nabo e o rabanete.
Impacto para o consumidor
O reajuste dos preços na CEAGESP tende a se refletir nas gôndolas dos supermercados e hortifrutis, especialmente para quem consome verduras mais delicadas. A alta pode pesar no orçamento das famílias, especialmente se a situação climática adversa continuar nos próximos meses.
Contexto mais amplo
Esse movimento faz parte de uma tendência de oscilação nos preços atacadistas: enquanto o setor de legumes (como tomates e pimentões) apresentou queda de -11,57% em outubro, segundo a CEAGESP, as verduras foram uma das poucas categorias com alta.
A fragilidade das hortaliças folhosas diante de choques climáticos reforça a necessidade de estratégias de produção mais resilientes, como uso de estufas, maior espaçamento de plantio ou adoção de práticas orgânicas que fortaleçam a planta.



