Criadora do Método MAPE e da comunidade As Lobas compartilha uma trajetória marcada pela maternidade e pela busca de novas formas de se relacionar, em Porto Alegre, Luciane Marczak se dedica a uma conversa que atravessa a vida de muitas mulheres, como cuidar da família, trabalhar e assumir responsabilidades sem deixar a própria identidade em segundo plano.
Terapeuta e mentora sistêmica, ela construiu sua atuação a partir de experiências pessoais que hoje dialogam com os temas de seus atendimentos, grupos e palestras.

Antes de ingressar no desenvolvimento humano, Luciane trabalhou durante anos no comércio, inclusive como gerente de loja. Habituada a resolver problemas e a sustentar uma rotina exigente, chegou ao esgotamento. A percepção de que o trabalho havia ocupado boa parte do tempo que gostaria de ter dedicado ao crescimento dos dois filhos mais velhos provocou uma revisão de prioridades, a mudança profissional nasceu também do desejo de estar mais presente na própria vida.
Sua história familiar acrescenta profundidade a esse percurso, criada pela avó enquanto a mãe trabalhava, viveu a saída do pai de casa aos oito anos, ao revisitar essas experiências, passou a dar especial atenção às questões de pertencimento e aos vínculos familiares, hoje, esses assuntos aparecem em sua comunicação, acompanhados da ideia de que conhecer a própria história pode abrir espaço para novas escolhas.

Essa perspectiva orienta o Método MAPE, criado por Luciane. A proposta reúne diferentes ferramentas de seu repertório para explorar padrões de comportamento e formas de se relacionar, em sua atuação, ela conduz atendimentos individuais e encontros coletivos, incluindo grupos de Constelação Familiar.
O foco está especialmente nas mulheres que desejam refletir sobre os lugares que ocupam na família e no trabalho, seus limites e seus projetos pessoais, a Comunidade Sistêmica As Lobas dá forma coletiva a essa proposta, criado por Luciane, o espaço reúne mulheres em torno de temas como identidade, relações familiares, espiritualidade e desenvolvimento pessoal.
A escolha de olhar para si ocupa o centro dessa iniciativa, que busca oferecer oportunidades de conversa e conexão a quem se acostumou a cuidar de todos e deseja reservar espaço para as próprias necessidades, nos bastidores, comenta-se que Luciane se prepara para comandar um programa de televisão de alcance nacional na RSPLAY TV, a possibilidade abre uma nova perspectiva para sua atuação na comunicação, com espaço para levar a públicos de diferentes regiões as reflexões que já fazem parte de seu trabalho.
Para uma profissional de Porto Alegre, esse movimento representaria a oportunidade de ampliar o diálogo sobre mulheres, escolhas e relacionamentos a partir da capital gaúcha.

Como palestrante, Luciane também aborda questões do ambiente profissional. Sua experiência no comércio oferece um ponto de contato com assuntos como liderança, sobrecarga e relações no trabalho, ao falar sobre comportamento e identidade feminina, aproxima o cotidiano das empresas de situações que conhece pela própria trajetória, sobretudo a dificuldade de conciliar responsabilidades profissionais com a presença na família.
Seu trabalho inclui ainda a formação Terapeuta MAPE, “O Novo Constelador Familiar,” por meio da qual compartilha sua metodologia e seu repertório de práticas sistêmicas, fundadora do Grupo Alma, ela organiza sua atuação em diferentes formatos, dos encontros individuais às mentorias e experiências em grupo, mantendo as relações humanas como tema recorrente.

Na vida familiar, Luciane reúne histórias que também ajudam a compreender seus interesses, mãe de três filhos e de outros três que chama de filhos de coração, é casada há 12 anos e avó, a convivência em uma família recomposta faz parte de seu olhar sobre os vínculos. Para ela, construir uma família envolve encontrar formas de conviver com diferentes trajetórias e aprender a se relacionar ao longo das mudanças.
A espiritualidade também integra seu universo pessoal e profissional. Mestre Reiki, Luciane associa essa dimensão à conexão, à presença e à percepção de pertencimento a algo maior, são convicções que aparecem em sua maneira de apresentar o desenvolvimento humano e nas experiências que propõe, ao lado das conversas sobre emoções e relações, e na experiência de ter revisto os próprios caminhos que sua história encontra uma ligação com outras mulheres.
Ao levar esse percurso a encontros e palestras, Luciane coloca em discussão o custo de uma vida dedicada a dar conta de tudo, para quem um dia sentiu falta de acompanhar mais de perto o crescimento dos filhos, falar sobre escolhas carrega um sentido concreto: decidir como deseja estar presente nos próximos capítulos da própria vida.



