O fim da festa traz consigo um saldo preocupante para as unidades de saúde. Nesta quarta-feira, prontos-socorros e UPAs registram um aumento significativo na procura por atendimento. Os casos se dividem, majoritariamente, em dois grupos: foliões com sintomas de desidratação, intoxicação alimentar e exaustão física (a famosa “ressaca de Carnaval”), e pacientes com suspeita de arboviroses, como a Dengue, cujo pico de transmissão coincide historicamente com este período do ano.
Autoridades sanitárias reforçam que os sintomas de Dengue — febre alta, dores no corpo e atrás dos olhos — não devem ser negligenciados ou confundidos com um mal-estar passageiro da folia. A automedicação, especialmente com remédios que contêm ácido acetilsalicílico (como aspirina), é contraindicada e perigosa. O diagnóstico rápido é essencial para evitar o agravamento do quadro.

Além disso, clínicas de recuperação e nutrição observam uma busca intensa por “protocolos de detox”. Nutricionistas alertam, no entanto, para o perigo de dietas restritivas radicais após dias de excesso. O ideal é retomar a rotina de forma equilibrada: hidratação reforçada (água, água de coco), alimentação leve baseada em frutas e vegetais, e descanso adequado para regularizar o sono, permitindo que o sistema imunológico se recupere plenamente para o retorno às atividades laborais.


