O mercado financeiro inicia esta semana digerindo os dados divulgados na última sexta-feira (06/02) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. O governo revisou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, ajustando a projeção de 2,4% para 2,3%. A mudança, embora leve, sinaliza uma postura de cautela diante do cenário macroeconômico global e das incertezas fiscais domésticas.
Analistas de bancos e corretoras já ajustam suas carteiras. A inflação, medida pelo IPCA, segue no radar com projeções girando em torno de 3,8% para o fechamento do ano, o que mantém a pressão sobre o Banco Central para a definição da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom. O desafio é manter a atividade econômica aquecida em um ano eleitoral sem descuidar da meta de inflação.

Para o investidor e o empresário, a palavra de ordem é seletividade. O crédito deve permanecer com custos elevados no curto prazo, exigindo planejamento rigoroso de fluxo de caixa. Setores ligados ao consumo interno aguardam o impacto das medidas de renda, enquanto o agronegócio e a indústria exportadora monitoram a volatilidade do câmbio.


