O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que este 19 de janeiro de 2026 registrou as temperaturas mais altas das últimas três décadas para esta época do ano no Centro-Oeste brasileiro. Cidades como Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS) atingiram marcas próximas aos 43°C, com sensação térmica superando os 46°C. O fenômeno é causado por uma bolha de calor estagnada sobre a região, agravada pelos efeitos residuais de um El Niño atípico e pelo aquecimento global. O alerta de perigo máximo foi emitido para as populações dessas áreas.
O calor extremo traz consequências graves para a infraestrutura e a saúde. O sistema elétrico nacional opera em regime de atenção devido ao aumento explosivo do uso de ar-condicionado, elevando o risco de sobrecargas em redes locais. Já na agricultura, produtores de soja estão preocupados com o estresse térmico das plantas, que pode afetar a produtividade final da safra. A recomendação da Defesa Civil é evitar qualquer tipo de queimada, já que a baixa umidade relativa do ar (abaixo de 15%) facilita a propagação de incêndios florestais descontrolados em áreas de cerrado.

Para a população urbana, as prefeituras disponibilizaram “pontos de hidratação” e orientaram a suspensão de atividades físicas ao ar livre entre 10h e 18h. Hospitais relatam um aumento no número de atendimentos por desidratação e picos de pressão arterial em idosos. Meteorologistas preveem que a onda de calor comece a perder força apenas a partir de quinta-feira, quando uma frente fria vinda da Argentina deve trazer tempestades isoladas e uma queda gradual nas temperaturas. Até lá, o foco é a preservação da saúde humana e a vigilância contra queimadas em áreas rurais.


