O mercado de trabalho nos Estados Unidos registrou um revés inesperado em novembro, com o setor privado eliminando 32.000 empregos, contrariando fortemente as projeções de crescimento. A pesquisa ADP Stanford Lab, divulgada na quarta-feira, apontou para uma retração que surpreendeu analistas, que previam a criação de 10.000 a 40.000 novos postos de trabalho.
A maior parte dos cortes ocorreu no setor industrial e em empresas de pequeno porte, com menos de 50 funcionários. Esse movimento é um reflexo direto de um cenário macroeconômico incerto, onde empregadores enfrentam consumidores mais cautelosos. De acordo com Nela Richardson, economista-chefe da empresa de pesquisas, “as contratações têm sido irregulares ultimamente”.

A pesquisa ADP funciona como um termômetro do mercado de trabalho, apesar de sua confiabilidade ser frequentemente questionada por analistas. A situação da divulgação dos dados oficiais de emprego pelo governo americano tem sido agravada pela paralisação governamental, que causou interrupções. Como consequência, a taxa de desemprego de outubro nunca será divulgada, e a taxa de novembro será conhecida em uma data posterior à reunião do Banco Central Americano na próxima semana. A eliminação de postos de trabalho em novembro sinaliza que o crescimento do emprego está passando por um período de instabilidade, reforçando as preocupações sobre a desaceleração econômica em um ambiente de incerteza e cautela do consumidor.


