IA, nanotecnologia e robótica devem causar impacto econômico três vezes maior que o boom inicial da internet até 2030, aponta Radar Summit 2025

Durante o “Radar Summit 2025”, realizado pela FIESC em Santa Catarina, especialistas apresentaram projeções que mostram que a próxima década será a de maior transformação econômica desde o surgimento da internet. Segundo os pesquisadores, tecnologias como inteligência artificial, nanotecnologia, biotecnologia e robótica avançada podem gerar um impacto três vezes superior ao provocado pela internet em seus primeiros anos de expansão.

O evento reuniu economistas, empresários e lideranças do setor industrial que destacaram um cenário de aceleração nunca visto antes. A base do fenômeno está na convergência tecnológica — a capacidade de combinar IA com automação, novos materiais, bioprocessos e sensores em escala nano.

Entre os fatores citados no Radar Summit:

produtividade pode crescer até 40% em alguns segmentos industriais; empresas que adotarem IA em larga escala terão vantagem competitiva estrutural; nanotecnologia deve impulsionar saúde, agricultura e energia; robótica inteligente vai reconfigurar desde fábricas até serviços.

Outro dado que chama atenção: o Brasil já possui 9 milhões de empresas utilizando IA, o equivalente a 40% das empresas do país, segundo levantamentos recentes. Isso coloca o país acima da média global em velocidade de adoção — apesar dos desafios de infraestrutura e qualificação.

Na prática, a IA já é usada em:

gestão industrial e automação; logística e rastreabilidade; atendimento automatizado; varejo com recomendação personalizada; análise de risco financeiro; agricultura de precisão.

Economistas presentes no Summit afirmaram que o Brasil está diante de “uma janela de oportunidade rara”. Se conseguir ampliar a capacitação técnica e investir em políticas públicas de inovação, o país pode assumir papel relevante na economia global baseada em tecnologia.

A previsão geral é otimista, mas com alerta: quem não se adaptar rápido tende a ficar para trás. Empresas tradicionais que ainda resistem ao digital devem sentir o impacto competitivo mais cedo do que imaginam.

Para os especialistas, a pergunta não é mais “se” a IA e as novas tecnologias vão transformar mercados, mas “quão rápido” cada setor será absorvido por essa nova economia hiperconectada.

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