O sucesso da saída: Mais de 2 milhões de beneficiários deixaram o programa Bolsa Família (BF) entre janeiro e outubro, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O principal motivo desse êxodo é a melhora nas condições de renda das famílias, um indicador de que o mercado de trabalho está oferecendo oportunidades que permitem aos cidadãos superarem o patamar de pobreza extrema e dependência do benefício social.
O levantamento da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania mostrou que 2 milhões e 70 mil famílias saíram do programa. A maior parte delas (o grosso do total) deixou de se enquadrar no perfil de renda exigido pelo governo, que é o limite de R$ 218 mensais por pessoa da família.
O dado mais positivo para a política social é que mais de 24 mil famílias pediram o desligamento voluntário, sinalizando uma autonomia financeira conquistada. Além disso, 726 mil famílias encerraram o período de participação na chamada Regra de Proteção.

A Regra de Proteção é um mecanismo essencial do programa que permite aos beneficiários continuarem recebendo metade do valor do benefício por um período de até 12 meses, mesmo após ultrapassarem o limite de renda. Essa transição controlada é crucial para garantir que a melhora na renda seja sustentável, evitando que as famílias retornem à pobreza imediatamente após conseguirem um novo emprego ou um aumento salarial.
Com a redução no número de desligamentos por melhoria de renda, o Bolsa Família passou a atender um total de 18 milhões e 900 mil famílias no último mês. A saída de mais de dois milhões de famílias do programa é vista como um sucesso da política social e um sinal de aquecimento do mercado de trabalho, que tem absorvido a mão de obra mais vulnerável da população.


