Uma notícia que agitou o mercado de séries e a comunidade LGBTQIAPN+ nacional é o cancelamento de uma série promissora que abordaria a história e o impacto da extinta revista masculina brasileira, a G Magazine. A produção, que estava sendo desenvolvida e já havia gerado grande expectativa, foi cancelada internamente, e o motivo, segundo fontes da indústria, é a preocupação com a imagem e a abordagem de temas sensíveis.
A G Magazine foi um ícone cultural nos anos 90 e 2000, sendo a primeira revista do país a estampar homens famosos em ensaios nus, abrindo um debate sobre sexualidade masculina e representatividade. A série visava contar os bastidores da publicação, as negociações com os famosos e o impacto social que a revista gerou.

O cancelamento levantou um debate importante nas redes sociais sobre a censura e a dificuldade em produzir conteúdo que aborde a sexualidade de forma aberta no audiovisual brasileiro contemporâneo. Muitos internautas lamentaram a perda de uma produção que poderia resgatar um pedaço importante da história cultural e queer do país. A série, que prometia um elenco diversificado e um olhar sem filtros sobre o mercado editorial erótico, agora se junta à lista de projetos que não verão a luz do dia.
O fato de uma série baseada em um ícone pop ter sido engavetada levanta a questão de quais são os limites da liberdade criativa no streaming e na TV aberta/fechada, e quais histórias o público brasileiro está realmente “permitido” a ver. O desapontamento é grande, e resta aos fãs esperar que algum outro estúdio ou plataforma decida resgatar o projeto no futuro.


