Uma turista de Florianópolis (SC) foi multada em R$ 10 mil pelo ICMBio após tocar uma tartaruga-marinha durante mergulho em Fernando de Noronha (PE). O ato foi flagrado em vídeo divulgado nas redes sociais, gerando mobilização entre órgãos ambientais.
O registro mostra a mulher e seus filhos tocando o animal marinho, possivelmente uma tartaruga-verde (Chelonia mydas). A interação foi considerada infração pelo Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Noronha, que proíbe qualquer contato direto com fauna silvestre — para evitar estresse, ferimentos e impacto comportamental nos animais.

Segundo o ICMBio, o auto de infração foi emitido em 3 de outubro após verificação do vídeo postado nas redes em 26 de setembro. A penalidade máxima prevista foi aplicada considerando a gravidade da conduta e o componente educativo da multa. Uma oficial do órgão ambiental enfatizou que visitantes devem respeitar a distância, não tocar ou alimentar animais, cumprindo o papel de conservação e proteção marinha.
A notícia repercutiu amplamente. Muitos usuários nas redes manifestaram indignação diante da atitude da turista, enquanto outros debateram sobre educação ambiental e responsabilidade dos turistas. Para especialistas, casos como esse reforçam a importância de fiscalizações e campanhas de conscientização que mostrem que o contato forçado com animais marinhos é tão danoso quanto a poluição ou pesca ilegal.

Noronha é uma das áreas de maior biodiversidade no Brasil. Protegê-la exige vigilância constante e o entendimento por parte dos visitantes de que nem todo momento de proximidade deve ser transformado em toque.


