Bruno Gagliasso vai protagonizar Honestino, filme dirigido por Aurélio Michiles, vivendo o líder estudantil Honestino Guimarães — figura marcante da ditadura militar. Honestino foi presidente da FEUB/UNE, preso em 1973, desapareceu e só em 2013 teve seu atestado de óbito completado.

O filme foi exibido no Festival do Rio em 9 de outubro de 2025, mas ainda não tem data definida para estreia nos cinemas . Gagliasso comentou que este é um projeto de importância pessoal e social: “É essencial! Eu escolhi ser ator, escolhi fazer arte justamente para poder discutir essas questões. … Esse filme serve como um alerta muito, muito claro para os jovens,” ele disse. Ele afirmou que histórias como a de Honestino são recentes o suficiente para ainda causarem impacto, e que é papel de quem faz cinema trazer à tona essas narrativas.
O diretor Aurélio Michiles também falou sobre o formato híbrido do filme — mistura de documentário e ficção — como forma de tornar a narrativa mais presente, mais ligada ao hoje, e não apenas um retrato distante do passado . Ele explicou que escolheu Bruno Gagliasso porque via no ator uma forma de representar Honestino com força e humanidade, não só pela carreira, mas pelo papel de cidadão que Gagliasso assume.

Gagliasso também comentou os momentos emocionantes das filmagens, dizendo que gravar em Brasília, onde Honestino estudou e atuou, “foi muito forte, muito emocionante no set”. Ele ressaltou que o trabalho vai além de interpretar: é contar, resgatar memórias, preservar legados. Ele disse que espera que seu filho e netos possam assistir e conhecer essa parte da história que muitos desconhecem.


