Iniciamos a semana que antecede o Dia Internacional da Mulher (8 de março). Diferente de anos anteriores, onde a pauta global focava primariamente no combate à violência de gênero, os movimentos de 2026 trazem para o centro do debate a paridade econômica e a ascensão feminina a cargos de alta liderança. Organismos internacionais e ONGs divulgaram na manhã desta segunda-feira relatórios que mostram avanços tímidos na diminuição da disparidade salarial, cobrando ações mais efetivas de governos e do setor privado.
No mundo corporativo, o termo “ESG” (Environmental, Social, and Governance) nunca esteve tão ligado à equidade. Investidores e fundos globais estão pressionando empresas de capital aberto a comporem conselhos administrativos mais diversos. No Brasil, o debate sobre a lei de igualdade salarial ganha novos contornos, com fiscalizações mais rigorosas do Ministério do Trabalho para garantir que homens e mulheres que exercem a mesma função tenham remunerações idênticas, um direito garantido, mas historicamente negligenciado.

Além do aspecto econômico, as manifestações programadas para o próximo fim de semana em diversas capitais globais também focarão na saúde mental e na sobrecarga do trabalho de cuidado invisível. A pauta exige políticas públicas robustas de licença-parental compartilhada e ampliação de creches. O 8 de março de 2026 promete ser menos sobre flores e homenagens superficiais, e muito mais focado em métricas, cobranças de metas de inclusão e ações concretas para transformar o mercado de trabalho.


