O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, detalhou nesta quinta-feira (15) o que o governo chama de “o maior pacote de concessões de infraestrutura da história do Brasil”. Para o ano de 2026, estão previstos 40 leilões estratégicos, que abrangem a gestão de 21 aeroportos, 18 terminais portuários e, pela primeira vez, uma concessão hidroviária no rio Paraguai. O objetivo central é desonerar o Estado e atrair investimentos privados que somam dezenas de bilhões de reais, modernizando a logística nacional e aumentando a eficiência das exportações brasileiras para mercados globais.
A grande estrela do pacote é o terminal Tecon Santos 10, localizado no Porto de Santos. Com leilão agendado para ocorrer até o dia 20 de abril, o projeto prevê investimentos da ordem de R$ 6,4 bilhões. O megaterminal contará com quatro berços de atracação com profundidade suficiente para receber os maiores navios porta-contêineres em operação no mundo, o que deve aumentar a capacidade de carga do porto em cerca de 50%. De acordo com o ministério, a obra deve gerar mais de 3 mil empregos diretos desde a fase de construção até o início das atividades operacionais, consolidando o Porto de Santos como o principal hub logístico do Hemisfério Sul.

Além dos portos, o governo colocará sob gestão privada o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em uma tentativa de recuperar o protagonismo do terminal após anos de incertezas regulatórias. O ministro Silvio Costa Filho enfatizou que a transferência desses ativos para a iniciativa privada é fundamental para que o governo foque recursos em áreas sociais, enquanto o setor privado garante a tecnologia e a agilidade necessárias para o crescimento econômico. Investidores nacionais e estrangeiros, especialmente da Europa e da Ásia, já sinalizaram interesse no Tecon Santos 10, o que promete uma disputa acirrada no pregão da B3 e pode resultar em ágios elevados para o Tesouro Nacional.


