O Palácio do Planalto inicia esta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, com uma agenda densa que marca o fim do recesso administrativo e o início das negociações políticas de peso para o ano. O presidente Lula e seus principais ministros, incluindo o titular da Casa Civil, concentram esforços na definição das diretrizes que nortearão a relação com o Poder Legislativo no primeiro semestre. O foco principal é garantir a governabilidade em um ano que promete ser politicamente desafiador.

Entre as pautas prioritárias discutidas hoje estão a regulamentação final de pontos da reforma tributária que ainda geram debate no setor de serviços e a implementação de novos programas de infraestrutura vinculados ao PAC 3. Além disso, o governo monitora de perto as movimentações para as sucessões nas presidências da Câmara e do Senado, que ocorrem em fevereiro. Manter uma base aliada sólida é visto como fundamental para evitar pautas-bomba que possam comprometer o equilíbrio fiscal.
No campo administrativo, os ministérios da Saúde e da Educação realizam reuniões internas para o fechamento dos cronogramas de repasses estaduais. Na Educação, a prioridade é o monitoramento da implementação do ensino em tempo integral em municípios de pequeno porte. Já na Saúde, o foco recai sobre a distribuição de insumos para combater as arboviroses (como Dengue e Zika), que costumam registrar picos de incidência neste período de chuvas e calor intenso. O governo federal também sinalizou que pretende enviar ao Congresso, ainda este mês, um novo projeto de lei voltado para a transição energética, buscando atrair investimentos estrangeiros no setor de hidrogênio verde, consolidando o Brasil como líder em sustentabilidade no cenário global.


