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PATRÍCIA FERNANDA DA SILVA: DA SALA DE AULA À TELEVISÃO, UMA NOVA VOZ PARA A EDUCAÇÃO E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Professora e pesquisadora da UFRGS transforma uma trajetória dedicada à ciência e à formação de educadores em um novo projeto de comunicação, levando para a televisão debates sobre educação, tecnologia, Inteligência Artificial e o futuro da aprendizagem.


Da sala de aula no interior do Rio Grande do Sul à formação de doutores, das viagens diárias entre Venâncio Aires e Lajeado às pesquisas acadêmicas desenvolvidas no Brasil e no exterior, agora, a professora e pesquisadora Patrícia Fernanda da Silva prepara um novo capítulo de sua trajetória: a televisão.


A chegada de Patrícia à TV representa muito mais do que a estreia de um novo programa é a oportunidade de aproximar o conhecimento produzido dentro das universidades da vida cotidiana de professores, estudantes, famílias, profissionais e de toda uma sociedade que tenta compreender as profundas transformações provocadas pelas novas tecnologias e pela Inteligência Artificial.


UMA HISTÓRIA CONSTRUÍDA PELA EDUCAÇÃO
A trajetória acadêmica de Patrícia começou no Centro Universitário Univates, no interior gaúcho, naquele período, sua rotina já demonstrava uma característica que acompanharia toda a sua carreira: determinação.


Professora concursada da Educação Infantil da rede municipal de Lajeado, ela saía diariamente de Venâncio Aires em uma motocicleta de 125 cilindradas para trabalhar e estudar.


Além da Escola Municipal de Educação Infantil, também lecionava, por convocação, no Ensino Fundamental da rede pública e atuava na rede privada, no Colégio Evangélico Alberto Torres.


À noite e nos finais de semana, continuava estudando. Foi nesse período que cursou o Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Exatas, com formação integrada em Matemática, Física e Química.


A busca por compreender de que maneira a tecnologia poderia transformar a aprendizagem levou Patrícia ao Doutorado em Informática na Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


No Laboratório de Estudos Cognitivos, desenvolveu sua pesquisa sob orientação da professora emérita Dra. Léa da Cruz Fagundes, uma das grandes pioneiras da Informática na Educação brasileira.


Mais tarde, durante seu pós-doutorado na UFRGS, aprofundou suas pesquisas e desenvolveu projetos ao lado da Dra. Liane Margarida Rockenbach Tarouco, referência brasileira em tecnologias educacionais e primeira mulher brasileira a integrar o Internet Hall of Fame.


Experiências que ajudaram a construir não apenas uma pesquisadora, mas uma profissional determinada a encontrar caminhos para aproximar tecnologia, educação e desenvolvimento humano.


Após aprovação em concursos públicos, Patrícia tornou-se professora da Faculdade de Educação da UFRGS e passou a integrar o corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, atuando diretamente na formação de pesquisadores e doutores.


Sua trajetória ultrapassou as fronteiras brasileiras.
Em 2024, foi professora visitante na Universidade de Aveiro, em Portugal, por meio do Programa CAPES/PRINT, desenvolvendo estudos relacionados à inovação pedagógica e ao uso das tecnologias digitais na formação de professores.


Atualmente, uma das principais áreas de suas pesquisas está justamente no centro de uma das maiores discussões da sociedade contemporânea: a Inteligência Artificial Generativa.


Patrícia investiga especialmente o desenvolvimento das competências digitais dos professores e a utilização crítica, ética e pedagógica da Inteligência Artificial na educação.


Outro momento de destaque aconteceu quando Patrícia foi selecionada para integrar a primeira turma do Observatório Brasileiro de Inteligência Artificial na Educação Básica, iniciativa da Fundação Itaú em parceria com a Universidade Columbia, segundo as informações apresentadas sobre o processo seletivo, foram 325 candidatos de diferentes regiões brasileiras.


Depois da avaliação de formação acadêmica, produção científica, propostas de pesquisa, materiais de referência, recomendações e entrevistas, apenas seis pesquisadores foram selecionados, Patrícia estava entre eles, a experiência fortaleceu ainda mais uma convicção: todo esse conhecimento não pode permanecer restrito aos ambientes acadêmicos., e é justamente nesse ponto que surge a televisão.


UM PROGRAMA PARA TRADUZIR O FUTURO
Em seu novo projeto na TV, Patrícia passa a ocupar um espaço ainda pouco explorado na comunicação brasileira: o encontro entre educação, ciência, tecnologia e Inteligência Artificial apresentado de maneira acessível para a sociedade.


A proposta é transformar assuntos que muitas vezes parecem complexos em conversas capazes de chegar à casa das pessoas, o programa abre espaço para professores, pesquisadores, especialistas, estudantes, profissionais da tecnologia e personagens que estejam desenvolvendo projetos capazes de transformar a educação.


Mais do que falar sobre Inteligência Artificial, a proposta é discutir como ela já está mudando profissões, escolas, universidades e a própria maneira como aprendemos.
Quais competências um professor precisará desenvolver nos próximos anos?


Como utilizar Inteligência Artificial sem perder o pensamento crítico?


Como preparar crianças e jovens para profissões que ainda estão sendo construídas?


Qual deve ser o papel das famílias diante de uma geração cada vez mais conectada?


E, principalmente: como fazer com que a tecnologia seja uma ferramenta de inclusão e desenvolvimento, e não mais um elemento de desigualdade?


São discussões que colocam o programa em sintonia com algumas das maiores transformações deste século.
QUANDO A UNIVERSIDADE ENCONTRA A TELEVISÃO
A chegada de Patrícia Fernanda da Silva à televisão também representa uma mudança importante na forma de comunicar ciência.


Durante décadas, parte significativa do conhecimento científico permaneceu concentrada em universidades, congressos, livros e publicações especializadas, a televisão e as novas mídias podem ajudar a romper essa distância.


Patrícia chega justamente com essa missão: traduzir conhecimento sem perder profundidade.
Sua experiência como professora, pesquisadora e formadora de novos pesquisadores permite que os temas sejam apresentados não apenas a partir de tendências ou opiniões, mas de quem acompanha de perto as transformações da educação e das tecnologias digitais.


Existe um simbolismo especial nesse novo momento.
Anos atrás, Patrícia atravessava estradas do interior gaúcho para entrar em uma sala de aula.
Depois vieram o mestrado, o doutorado, o pós-doutorado, a formação de novos pesquisadores, as experiências internacionais e os projetos ligados à Inteligência Artificial.


Agora, sua sala de aula ganha novas dimensões.
A televisão passa a ser uma extensão de tudo aquilo que Patrícia construiu ao longo de sua trajetória.
Um espaço onde conhecimento encontra comunicação.
Onde ciência encontra histórias, onde tecnologia encontra pessoas.


E onde a educação pode alcançar públicos que talvez nunca tenham participado de um congresso acadêmico ou entrado em uma universidade.


A história daquela professora que percorria quilômetros diariamente para ensinar e aprender ganha, assim, um novo capítulo.


Patrícia Fernanda da Silva chega à televisão não para abandonar a sala de aula, mas para ampliá-la.
Porque, quando conhecimento, comunicação e propósito caminham juntos, uma tela também pode se transformar em uma grande sala de aula para o Brasil.

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