Um incêndio florestal de grandes proporções continua a devastar áreas protegidas na Patagônia argentina, atingindo hoje a marca alarmante de 5.500 hectares destruídos. O fogo, que começou em áreas de difícil acesso, está sendo alimentado por ventos fortes e por uma seca persistente que atinge a região neste verão de 2026. Brigadistas, aviões hidrantes e helicópteros do Serviço Nacional de Manejo do Fogo trabalham incessantemente para conter as chamas, mas o relevo acidentado dificulta as operações terrestres.
As autoridades ambientais da Argentina classificaram a situação como “extrema”. O incêndio ameaça parques nacionais e áreas de biodiversidade única, onde árvores centenárias estão sendo reduzidas a cinzas. Além do impacto ambiental incalculável, a fumaça já atinge áreas urbanas próximas, forçando o cancelamento de atividades turísticas e gerando alertas de saúde para a população local devido à baixa qualidade do ar. Há suspeitas de que o fogo possa ter tido origem humana, o que já está sendo investigado pelas autoridades policiais da província.

A solidariedade internacional começou a se mobilizar, com o Chile oferecendo apoio logístico e brigadistas especializados em incêndios florestais. O governo argentino declarou estado de emergência ambiental na zona afetada para agilizar a liberação de recursos financeiros e equipamentos. Especialistas em clima alertam que este desastre é mais um reflexo das mudanças climáticas, que tornam as temporadas de verão na Patagônia cada vez mais quentes e secas, exigindo um novo modelo de prevenção e combate a incêndios para proteger um dos ecossistemas mais frágeis do planeta.


