O consumo típico do fim de ano já começa a aquecer o comércio brasileiro, impulsionado pelas festas de dezembro, pelo pagamento do décimo terceiro salário e por ações promocionais. Setores como varejo, alimentação, turismo e serviços relatam aumento no fluxo de clientes, mas o otimismo vem acompanhado de cautela por parte dos empresários.
Apesar do movimento positivo, custos elevados de operação, crédito mais restrito e margens apertadas seguem como pontos de atenção. Empresários relatam preocupação com juros ainda altos, dificuldades de financiamento e aumento nos custos logísticos e de insumos, fatores que limitam decisões mais ousadas, como ampliação de estoques ou contratações.
No varejo, produtos ligados às festas, como alimentos, bebidas, presentes e itens de decoração, lideram as vendas. Já no setor de serviços, bares, restaurantes e empresas de turismo sentem um aumento gradual na demanda, especialmente em destinos nacionais.
Economistas avaliam que o aquecimento do consumo é consistente com o período, mas ainda não representa uma retomada robusta. O comportamento do consumidor segue marcado por cautela, com compras mais planejadas e busca por promoções. A tendência é de crescimento moderado, sem grandes excessos.

Pequenos e médios empresários, em especial, adotam uma postura conservadora. Muitos optam por trabalhar com estoques enxutos e evitar endividamento, aguardando sinais mais claros sobre o cenário econômico de 2026.
A expectativa é que o desempenho do comércio neste fim de ano ajude a sustentar a atividade econômica no curto prazo, mas sem eliminar as incertezas. O equilíbrio entre consumo aquecido e gestão cautelosa deve marcar o fechamento do ano para o setor produtivo.


