Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) desenvolveram um canudo biodegradável capaz de identificar metanol em bebidas adulteradas. O produto, que muda de cor ao entrar em contato com líquidos contaminados, deve chegar ao mercado nos próximos meses, com preço estimado de R$ 2.
O projeto foi criado por um grupo do Departamento de Química da UEPB, após dois anos de pesquisa, e está em fase final de registro de patente. O objetivo é oferecer uma ferramenta acessível para prevenir intoxicações causadas por bebidas falsificadas, especialmente destilados.

O interesse pelo produto aumentou após a repercussão de casos recentes de intoxicação por metanol em São Paulo, que resultaram em internações e mortes.
De acordo com os pesquisadores, o canudo é fácil de usar e pode ser adotado por bares, restaurantes e distribuidores de bebidas. Quando a substância tóxica é detectada, o material reage imediatamente, alterando a coloração.
Além do canudo, a equipe também desenvolveu um sistema de detecção por radiação infravermelha, capaz de identificar adulterações em garrafas ainda lacradas, com 97% de precisão.

Empresas do setor de tecnologia e segurança alimentar já manifestaram interesse em produzir o dispositivo em larga escala, o que deve ampliar o acesso ao público.
A expectativa é que o produto comece a ser comercializado ainda no primeiro semestre de 2026, após a conclusão dos testes de validação e certificação junto à Anvisa.


