O governo federal confirmou que o horário de verão não será adotado no Brasil em 2025. A decisão foi anunciada nesta semana pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após estudos técnicos indicarem que o país possui segurança energética suficiente e que não há necessidade de alterar os relógios.
Historicamente, o horário de verão era implementado para economizar energia elétrica nos meses mais quentes do ano, quando o consumo aumentava no início da noite. Ao adiantar os relógios em uma hora, a medida aproveitava melhor a luz natural.

Entretanto, a dinâmica do consumo mudou nos últimos anos. Hoje, o pico de demanda ocorre no meio da tarde, devido ao uso intensivo de ar-condicionado e equipamentos eletrônicos. Além disso, o avanço das fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica, contribui para o equilíbrio da oferta durante o dia, reduzindo a necessidade de medidas emergenciais.
Silveira destacou que o Brasil vive o melhor momento histórico em geração de energia limpa. “Temos um sistema robusto e diversificado. O horário de verão já não gera o benefício energético que tinha no passado”, afirmou o ministro.
A decisão também levou em conta estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que apontaram impacto mínimo da mudança no consumo total.

Apesar disso, parte da população e do setor de turismo defende o retorno da medida, alegando ganhos no comércio e lazer. O governo, no entanto, reforça que qualquer alteração será avaliada apenas se houver necessidade comprovada de economia.
O horário de verão foi suspenso em 2019 e, desde então, não voltou a ser adotado.


