O aguardado retorno da franquia Tron: Ares chegou aos cinemas no dia 9 de outubro de 2025 — quinze anos após o último filme da saga — mas o que se viu foi um desempenho muito abaixo das expectativas. Orçado em cerca de US$ 180 milhões, o longa faturou apenas US$ 60 milhões no mundo todo após seu primeiro fim de semana.
O filme conta a história de Ares (interpretado por Jared Leto), um programa de computador que sai da “Grade” — o universo digital da franquia — e adentra o mundo real numa missão que questiona a própria definição de humanidade, tecnologia e controle. A direção ficou a cargo de Joachim Rønning, e o elenco inclui nomes como Jeff Bridges, Greta Lee e Evan Peters — mas nada disso foi suficiente para atrair grandes multidões.

Fontes da indústria afirmam que os resultados são “inevitáveis” e colocam em xeque o futuro da franquia. “Ninguém pediu por esse reboot”, disse um insider citado pela imprensa. O problema parece não se resumir ao orçamento ou ao marketing — muitos apontam que o filme falhou em resgatar o público que amou os filmes anteriores e em conquistar novas audiências.
O fracasso financeiro se agrava ao considerar os gastos de produção mais marketing, que podem elevar o custo total para além dos US$ 220 milhões. Isso indica perdas potenciais superiores a US$ 100 milhões para o estúdio, caso os números finais se mantenham baixos. Além disso, o primeiro lugar no ranking das bilheterias brasileiras (com R$ 5,7 milhões arrecadados) não compensou o desempenho internacionalmente fraco.

Analistas do setor avaliam que este tipo de flop mostra como franquias antigas precisam se reinventar de forma mais estratégica para o público moderno, e que somente nostalgia já não é suficiente. Para fãs e curiosos, resta agora acompanhar se o filme ganhará um segundo fôlego no streaming — ou se será lembrado como um aviso para grandes produções de ficção-científica com orçamento pesado.


