Kim Kardashian e sua mãe, Kris Jenner, moveram um processo de difamação contra o rapper Ray J após ele fazer alegações graves sobre a família Kardashian, afirmando que elas estariam envolvidas em uma investigação federal por extorsão — inclusive declarando que “o governo está chegando” e que as acusações seriam “piores do que Diddy”. O caso reacende uma disputa que já dura mais de 20 anos, com repercussão legal, pessoal e midiática.
O que aconteceu
Ray J, que teve um relacionamento com Kim Kardashian no início dos anos 2000, fez uma série de declarações durante o documentário “United States vs. Sean Combs”, disponível na plataforma Tubi, e em uma transmissão ao vivo com Chrisean Rock. Nela, ele disse que estaria preparando um processo baseado na Lei de Extorsão e Corrupção federal dos EUA (“RICO”) contra Kim e Kris. Ele afirmou que, ao contrário de Diddy (Sean Combs), as acusações contra as Kardashians seriam ainda mais sérias.

Kim e Kris, por meio de seu advogado Alex Spiro, responderam que essas alegações são completamente falsas e prejudiciais. Alegam que Ray J tem espalhado desinformações sem qualquer confirmação de autoridades competentes, e que isso está danificando sua reputação pessoal e profissional.
O processo foi movido nos Estados Unidos, após as declarações feitas por Ray J no documentário e em uma live, que aconteceram entre os dias 26 de setembro de 2025 (quando ele fez a live dizendo que o FBI estaria investigando Kim e Kris) e posteriores repercussões. A motivação do processo é a defesa da honra, da imagem pública das Kardashians, e o pedido de indenizações compensatórias e punitivas pelo que elas consideram “difamação”.

Como se desenrolou
Ray J usou as plataformas midiáticas (documentário e transmissão ao vivo) para lançar as acusações. Kim e Kris, por sua vez, por meio de seu advogado, alegam que Ray J apresentou afirmações como se fossem fatos sem qualquer base legal ou confirmação oficial. O advogado Alex Spiro declarou: “essas declarações foram apresentadas como fatos, não como opinião, e sem qualquer verificação junto às autoridades competentes, que facilmente confirmariam que não existe investigação desse tipo”.
Nas redes sociais, a notícia se espalhou rapidamente. Fãs das Kardashians expressaram preocupação e apoio, enquanto outros estavam divididos, citando liberdade de expressão e acusação sem provas. A mídia americana e internacional começou a cobrir o caso detalhadamente, revisitando momentos do passado entre Ray J e Kim, especialmente o escândalo da sex tape de 2007, que também aparece citado no processo como parte do histórico de conflitos. Especialistas em direito apontam que casos de difamação exigem comprovação clara de que as declarações causaram dano real — e que o uso da lei RICO em acusações desse tipo é incomum, o que pode tornar o caso difícil de ganhar se Ray J não oferecer provas substanciais.


