Berta Loran morre aos 99 anos, deixando legado no humor e na televisão brasileira

No dia 29 de setembro de 2025, faleceu a atriz brasileira de origem polonesa Berta Loran, aos 99 anos de idade, no Rio de Janeiro. Natural de Varsóvia, na Polônia, Berta estava internada em um hospital particular em Copacabana, quando veio a falecer. Sua morte marca o fim de uma longa trajetória no teatro, na televisão e no humor, com mais de sete décadas dedicado às artes.

Berta Loran — nome artístico de Basza Ajs — nasceu em 23 de março de 1926, em Varsóvia. Fugindo das perseguições nazistas ainda criança, ela se mudou com sua família para o Brasil por volta dos anos 1930. Já aqui, construiu uma carreira sólida, iniciada no teatro e depois consolidada em programas humorísticos, novelas e inúmeros papéis que marcaram gerações.

Ao longo da vida, Berta participou de inúmeros humorísticos e programas de TV, como Escolinha do Professor Raimundo, Balança Mas Não Cai, Faça Humor, Não Faça Guerra, Zorra Total, entre outros. Ela também atuou no cinema e no teatro, sempre trazendo leveza, humor e uma presença memorável, característica que conquistou fãs de todas as idades.

Sua trajetória profissional não deixou lacunas: até seus últimos anos, Berta Loran continuava ativa, com vontade de voltar às novelas, fazer participações especiais e estar presente em trabalhos que exaltassem sua essência artística. Mesmo com a idade avançada, era elogiada pela vitalidade, bom humor e pela dedicação.

A repercussão de sua morte foi sentida imediatamente nas redes sociais. Fãs, colegas artistas e personalidades do entretenimento expressaram carinho, respeito e tristeza pela partida de uma das figuras mais queridas da cultura brasileira. Muitas homenagens destacaram não apenas seu talento, mas também sua simplicidade, sua história de superação e sua capacidade de arrancar sorrisos mesmo em momentos difíceis.

Além de sua carreira artística, seu legado pessoal é lembrado: Berta Loran representou a resiliência de quem enfrentou guerra, deslocamento, dificuldades de adaptação, mas nunca deixou de amar sua arte e de permanecer ativa. Para muitos, ela é símbolo de que o talento não tem prazo de validade — e de que o sorriso pode atravessar gerações.

Nesta data, o Brasil perde não só uma atriz talentosa, mas um traço histórico da televisão e do humor. Seu nome seguirá vivo em reprises, histórias de bastidores, risos que ela proporcionou e na memória de todos que cresceram vendo seu trabalho.

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